A Biblioteca agora dispõe de um telhado novo, estantes novas e um equipamento, a ser instalado, que permite autoatendimento na hora dos empréstimos
| Foto: Biblioteca vista por fora |
As bibliotecas têm uma importância enorme na história da nossa civilização, sendo os locais onde grande parte do conhecimento produzido por determinada civilização ou grupo de pessoas era armazenado em diferentes épocas e eras. A partir do conteúdo de uma determinada biblioteca, é possível conhecer toda a história do povo que a construiu.
Hoje em dia, as bibliotecas, principalmente as presentes em universidades, ainda possuem um papel muito importante na difusão e na democratização do conhecimento, assim como na gestão do saber. Infelizmente, os alunos da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) se deparam com uma realidade bastante complicada.
A Biblioteca Central do Campus I - João Pessoa, da UFPB, passou 90 dias fechada. Esse período foi destinado a execução de serviços de recuperação no telhado e alguns reparos na parte elétrica.
A REFORMA DO TELHADO
A reforma da Biblioteca foi determinada pela Prefeitura Universitária. Segundo o Diretor da Divisão de Processos Técnicos da Biblioteca, Ruston Sammeville, a infiltração estava causando tanto dano ao acervo quanto a instalação elétrica. “A Biblioteca teve que ser fechada, justamente por esses danos que estavam causando aos livros no 2º e no 1º andar e também no térreo. Foram muitos anos sem manutenção do telhado e chegou um momento que ficou insustentável, pois estava infiltrando até a parte elétrica, com risco alto de causar um curto-circuito, dando ainda maior. Então a Biblioteca teve que ser fechada para refazer todo telhado”.
O telhado da Biblioteca é dividido em duas partes: a maior, onde fica o acervo; e a menor, que cobre os setores administrativos. Nesta foram substituídas as telhas com problema, e naquela foi feito um novo telhado acima do telhado antigo, com maior queda-d'água para evitar o acúmulo de água.
“Isso tudo para acabar com o problema histórico de infiltração. É um prédio muito antigo, que nao vinha passando por manutenções corretivas permanentes. Então fez-se esse serviço, ficou sob responsabilidade da prefeitura, mas realizado e executado pela uma empresa privada. E nesta segunda nós reabrimos, dentro daquele prazo que foi divulgado”, afirma o vice-diretor da Biblioteca, Fernando Augusto Alves Vieira.
Os funcionários entendem que não foi o melhor período, pois estava tendo aula no Campus, mas “é quando tem verba”, afirma Ruston. Além do mais, o caráter da obra era emergencial, então os funcionários foram obrigados a fechar a Biblioteca.
| Foto: Biblioteca Central vista de fora |
(RE)ABERTURA
No dia 30 de setembro a Biblioteca reabriu e com novos recursos e instalações. Os funcionários afirmam que o fluxo de pessoas está baixo, geralmente aumenta a partir das 10 horas, mas parece que os alunos não sabem que a Biblioteca reabriu. Para se cadastrar o aluno deve acessar o SIGAA e criar uma senha ou pode fazer isso no atendimento da Biblioteca. Os estudantes podem ficar informados das ações da Biblioteca pelo perfil dela no Instagram e no Facebook.
No dia 30 de setembro a Biblioteca reabriu e com novos recursos e instalações. Os funcionários afirmam que o fluxo de pessoas está baixo, geralmente aumenta a partir das 10 horas, mas parece que os alunos não sabem que a Biblioteca reabriu. Para se cadastrar o aluno deve acessar o SIGAA e criar uma senha ou pode fazer isso no atendimento da Biblioteca. Os estudantes podem ficar informados das ações da Biblioteca pelo perfil dela no Instagram e no Facebook.
NOVOS RECURSOS
Neste tempo em que ficou fechada a Biblioteca comprou 310 estantes, recurso liberado pela reitoria. Segundo Ruston, as estantes estavam bem deterioradas, algumas com ferrugem, danificado o acervo. As novas estantes foram distribuídas em todo o primeiro andar e a Seção de Informação para Usuários com Necessidades Especiais (SIUNE). “Nós tínhamos que colocar papelão nas prateleiras para os livros não serem infectados pela ferrugem, isso dá mais segurança tecnológica material ao acervo”, afirma o diretor de processos técnicos.
A Biblioteca conta com uma nova organização das estantes e dos espaço de estudo. Antes as estantes eram postas no entorno do espaço, hoje estão centralizadas, o que deixou o espaço de estudo mais agradável e ventilado. Segundo Ruston, ano que vem vão ‘brigar’ para equipar o 2º andar com novas estantes, já que o mesmo permanece com a velha organização.
Foto: Organização nos espaços do 2º andar continua do mesmo jeito
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Foto: Nova organização das estantes no 1º andar
Além disso a UFPB participou no XXVII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação (CBBD) de um concurso de fotografia concorrendo a um sistema de autoatendimento e foi escolhida como a melhor dentre 80 fotografias. A foto feita pelos funcionários ilustram a evolução no atendimento em bibliotecas. O equipamento de auto empréstimo será instalado esse anos permitindo aos usuários facilidade na hora de utilizar o acervo da instituição. O equipamento permite, de forma conveniente, que os usuários processem entradas, devoluções, renovações e pagamentos de multas em sua conta de biblioteca.
![]() Foto: Fotografia vencedora do concurso cultural do CBBD ZELO PELO ACERVO Os funcionários da Biblioteca alertam os usuários a zelar pelo acervo da biblioteca. Em conversa com a equipe do Diário Universitário, Ruston, afirmou que a maioria dos livros danificado na Biblioteca é por mau uso dos alunos. “ A gente vê que falta um pouco conscientização no manuseio, de ter em mente que aquele livro não é seu, que aquele livro é de todos, que livro foi comprado com nossos impostos, você tá usando, mas logo após pode ser utilizado por outro usuário. A gente já viu várias vezes, em dias chuvosos, o pessoal acaba de sair como livro, tá chovendo e ele coloca o livro na cabeça pra se proteger da chuva. Nas copiadoras, esses livros mais grossos, o pessoal de cópia para que o livro tenha uma cópia satisfatória pressionam o livro, e destroem a lombada do livro que faz com que as folhas caindo, diminuindo a vida útil do livro”.
O Diário Universitário entrou em contato com a equipe de encadernação e higienização da Biblioteca Central para conhecer esse processo. A equipe é formada por três pessoas: Manoel, conhecido pelos colegas como Seu Beco; a dona Maria; e Ildenir. Seu Beco e dona Maria tomam conta da restauração dos livros. Com cola, pedaços de papelão e muita dedicação eles fazem mágica. Graças ao trabalho dessas pessoas os livros ganham maior durabilidade. São eles que revertem o estrago causado pelo uso inadequado dos livros da Biblioteca.
Foto: Seu Beco e Dona Maria com a mão na massa
Quando o trabalho de Seu Beco e Dona Maria não conseguem reparar os danos eles passam a bola para dona Dona Ildenir que cuida da higienização e conservação dos livros e monitoramento das obras raras. Pois como a Biblioteca, assim como a UFPB, está próximo a Mata Atlântica e o clima úmido propicia a proliferação de fungos. Teve livros que com a infiltração e os fungos foram totalmente danificados, livros que chegava a custar entre R$ 500,00 e 600,00. Em conversa com o Diário Universitário Dona Ildenir nos explica como é conservado o acervo na Biblioteca Central da UFPB: “A área tem que ficar sempre climatizada, 24h por dia. E não pode haver incidência da luz em cima dos livros, porque as folhas ficam quebradiças. Temos também um tipo de limpeza que é a higienização profunda com o pó de borracha, que é o pó da borracha, ralado. Bota tipo numa petecazinha e vai limpando folha por folha. E quando eles tão assim com mofo ou com ‘baba da barata’ eles vão para o nitrogênio, que é num saco, passa 15 dias, e depois de 15 são tirados para tirar todos os bichinhos”, afirma Ildenir, bibliotecária e funcionária da Biblioteca Central.
Foto/ Reprodução: Processo de limpeza bibliotecária
Questionada sobre os cuidados com as obras raras, Ildenir afirma que elas não podem ser retiradas da Biblioteca (tem que ser consultada no próprio recinto) não pode ser muito fotografada por que as folhas são muito sensíveis, corre o risco de danificá-las. “Essas obras são muito antigas, aqui na Biblioteca nós temos Camões, a Divina Comédia os documentos históricos e a Brasiliana, que conta toda nossa história. Os livros que são de autores paraibanos também são obras raras, como Ariano Suassuna, José Américo de Almeida, Augusto dos Anjos e José Lins do Rego, a Paraíba tem bons escritores”.
Foto: Atendimento da Biblioteca visto do 1º andar
Agora, cabe a você estudante, utilizar de maneira consciente a Biblioteca que é um bem público. Abaixo deixamos 5 dicas de como utilizar o ambiente de forma inteligente:
Por Diário Universitário
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