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Entrevista com João Pereira professor de vôlei da Vila Olímpica

Foto/Reprodução: Vila Olímpica vista por cima.

No dia 30 de outubro a equipe do Diário Universitário entrevistou o profissional de educação física e professor de voleibol, João Pereira. João nos contou um pouco da sua trajetória como treinador de vôlei e os benefícios físicos e sociais da prática desse esporte.

Foto: João Pereira, professor de vôlei da Vila Olímpica Parahyba


Diário Universitário: João, nós sabemos que atualmente, a Vila Olímpica Parahyba, é referência no esporte em várias modalidades. Conte-nos sua história como professor e treinador de vôlei, como foi essa história?

João Pereira: Olha, começou por volta de 1975, na escola Luiz Gonzaga Burity, uma escola pública onde fiz um excelente trabalho junto ao alunado; fui então convidado para trabalhar no antigo colégio Ipep, com o infantil e juvenil. Daí por diante obtivemos vários títulos, tive êxito em tudo que realizei em minha vida. Lá trabalhei 19 anos. Fui convidado para atuar no Anglo e dei prosseguimento a minha carreira como professor.

D: Aqui na Vila Olímpica o senhor trabalha com o voleibol. Eu gostaria de saber o vôlei como modalidade esportiva se destaca em relação às demais em algum aspecto técnico ou quais os benefícios que ela traz?

J: Embora seja uma modalidade esportiva em meu ver de difícil aprendizado, ela se destaca pelo dinamismo em que se desenvolve. Todavia traz um desenvolvimento físico e psicológico muito significativo, há um ganho intelectual bastante visível, principalmente na concentração.
D: Como o senhor classifica os atletas, quais parâmetros são utilizados para ser um propenso candidato a prática do vôlei, altura, desempenho nos treinos ou simplesmente gostar de voleibol?
J: Nós avaliamos um conjunto de fatores, desde altura, que um fator preponderante para prática desse tipo de esporte, como também porte físico, o desempenho nos treinos e gostar é essencial. Nós tivemos a honra de treinar vários garotos que hoje são atletas e referências na seleção paraibana; outros já chegaram a competir em torneios internacionais representando nosso estado. Pouco a pouco vamos desenvolvendo nosso trabalho, avaliando e realizando peneiras com base na progressão de cada um, selecionamos os melhores atletas e colocamos para competir.
D: Ao longo da nossa entrevista, podemos observar que o senhor tem uma vasta experiência na área do voleibol. A partir de sua vivência nas quadras e nas competições ao longo dos anos, qual a importância do professor de educação física, vista que hoje não se restringe somente a prática de exercícios físicos comumente realizados nas escolas?
J: O professor de educação física é muito importante, principalmente o técnico, porque ele tira muitas crianças da ociosidade, da marginalidade, das ruas. A formação esportiva é extremamente importante; eu trabalhei num projeto com crianças no ginásio O Ronaldão, eram crianças de várias faixas etárias que foram levados a percorrer outros caminhos e tiveram um futuro diferente de muitos outros. Garotos que vinham de favelas, comunidades carentes, que usavam drogas e pararam, entraram nos estudos, voltaram a estudar. Essa semana mesmo tive a alegria reencontrar um desses ex-atletas que saiu de uma favela e hoje está formado em medicina. São coisas que o esporte faz, muda a vida de uma pessoa, dá uma nova direção.
D: Há algum projeto específico para formação de novos atletas aqui na vila olímpica?
J: A vila olímpica existe com esse fim, ela é o modelo. O objetivo é não somente a formação de novos atletas como também cidadãos para o mundo. Temos as escolinhas de base, seguidas das progressões e depois a formação de equipes. Aqui nós trabalhamos com infantil, infanto-juvenil e juvenil. Recentemente tivemos aqui atletas que se destacaram em um campeonato escolar na Polinésia Francesa, foram campeões. Eles começaram treinando aqui conosco e são referências no voleibol Paraibano; podendo quem sabe até se tornarem atletas de seleção e participar de eventos como as olimpíadas.

Por Diário Universitário

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